SEO e buscadores 4 min de leitura

Web scraping em SEO: onde e por que se utiliza

Panorama das tarefas de SEO resolvidas com scraping: auditoria do site, acompanhamento de posições, análise de concorrentes e coleta de palavras-chave.

EW
Equipe Web-Scraping.biz
Coleta de dados para as demandas do negócio
Publicado: 3 janeiro 2025

Web scraping é a coleta automática de dados estruturados de páginas web e dos serviços dos buscadores. Em SEO, é impossível trabalhar em grande escala sem ele: uma lista de palavras-chave com dezenas de milhares de frases, uma auditoria técnica de um site com centenas de milhares de URLs ou o monitoramento diário de posições não se montam à mão. Um scraper faz em minutos o que tomaria semanas de uma pessoa.

Como agência de web scraping, resolvemos essas tarefas todos os dias e de ponta a ponta — da configuração de proxies e resolução de captchas à entrega de tabelas prontas para uso. Neste artigo, percorremos os processos concretos de SEO em que o scraping se aplica e apontamos os artigos dedicados a cada área.

Para que um especialista em SEO precisa de scraping

O posicionamento nos buscadores se constrói sobre dados. Para entender o que os usuários buscam, como os sites dos concorrentes estão montados e em que lugar dos resultados do Google o seu site aparece, é preciso coletar e processar volumes enormes de informação. O trabalho manual aqui é fisicamente impossível ou termina em erros e perda de dados. A automação da coleta resolve três coisas: velocidade, completude e regularidade. Um bom scraper reúne o máximo de resultados disponíveis, não deixa de fora as «caudas longas» e sabe repetir a coleta conforme um calendário.

Principais áreas do scraping em SEO

Coleta de palavras-chave

O estudo de palavras-chave é o alicerce de qualquer projeto. As palavras são reunidas de várias fontes, e quase cada uma exige a própria ferramenta:

Análise do próprio site

Antes de otimizar, é preciso «ler» o site tal como o robô do buscador o vê:

Controle do resultado

  • Scraper de posições do site — acompanhamento regular das posições por palavra-chave no Google (e, se fizer sentido, no Bing) e por região, para enxergar a dinâmica do posicionamento.

Análise das SERPs e dos concorrentes

Um bloco de trabalho à parte é a coleta da própria página de resultados: quais sites ocupam o topo, como os snippets estão construídos, quais blocos os concorrentes dominam. É uma tarefa especializada e, no nosso caso, virou um serviço próprio: a extração das SERPs do Google. Sobre os resultados extraídos constroem-se mapas de relevância, analisam-se os textos da concorrência e preparam-se os briefings de conteúdo.

Outra linha é o scraping de imagens dos resultados de busca e dos sites. Em SEO, aplica-se de forma limitada; já para as tarefas de machine learning (treinamento de modelos, criação de datasets) é uma ferramenta de pleno direito. Prestamos esse serviço, mas não vamos nos deter nele dentro da série dedicada ao SEO.

Com que se faz scraping: classes de ferramentas

Todas as ferramentas de scraping para SEO se dividem, em linhas gerais, em três grupos.

Programas de desktop. São instalados no computador e funcionam com os recursos dele (contas, proxies, anticaptcha). Os clássicos do gênero são o Screaming Frog SEO Spider para a auditoria do site e «colheitadeiras» universais como Octoparse ou ParseHub para a extração de dados sob medida. A vantagem é a flexibilidade e a ausência de limites de assinatura; o inconveniente, exigirem insumos e tempo de configuração.

Serviços online. Funcionam no navegador, sem instalação nem proxies. Plataformas como Ahrefs ou SEMrush cobrem as sugestões, os volumes de busca, as posições e a auditoria; serviços em nuvem como Apify ou Bright Data resolvem a extração sob medida. São práticos para equipes e tarefas rápidas, mas ficam limitados pelos planos e pelo número de verificações.

Scripts próprios e APIs. O caminho mais flexível: scrapers em Python que consultam APIs oficiais (por exemplo, a API do Google Ads para os dados do Keyword Planner ou a API do Search Console para as consultas reais do site) ou trabalham diretamente sobre as SERPs. É a opção certa para tarefas grandes e fora do padrão, embora exija desenvolvimento e saber contornar os bloqueios.

Por que vale a pena confiar a coleta de dados a uma agência

O scraping só parece simples à primeira vista. Na prática, o especialista esbarra o tempo todo em captchas, banimentos de contas, mudanças no layout dos serviços (cada redesenho da página de resultados do Google tira de combate mais de um scraper) e nos gastos com proxies e anticaptcha. Cada fonte exige a própria configuração de profundidade, iteração e filtragem; caso contrário, o resultado será lixo ou dados incompletos.

Como agência, assumimos toda essa infraestrutura: selecionamos as ferramentas conforme a tarefa, garantimos a limpeza e a completude do download e entregamos os dados prontos no formato necessário (CSV, Excel, JSON). A você resta trabalhar com o resultado, não brigar com os proxies.

Nos próximos artigos da série, analisaremos cada área em detalhe — começando pela coleta das sugestões do Google.